Nyx, Rainha dos Fragmentos
A Tecelã da Fome. Uma dos Quatro Selados. Corrompe cristal em bomba de mana instável e devora essência com paciência de quem nunca teve pressa.
“Seus cristais são meus. Suas almas, também.”
O que se vê
Nyx não é grande. É arquitetural — ocupa espaço como prédio ocupa, não como bicho ocupa.
Oito membros longos e articulados. Corpo segmentado em quitina negra que quebra a luz em vez de refletir: a luz bate nela e se parte.
Veias vermelho-sangue pulsando sem ritmo. Elas pulsam quando ela consome, e cada pulsação soa como cristal partindo à distância.
A cabeça é quase élfica. Quase. Proporcional demais para ser monstro, assimétrica demais para ser gente. Olhos múltiplos em arco, cada um um caco diferente de cristal negro. Boca larga demais para o rosto, dentes finos como agulha.
Quando fala, a voz sai em várias frequências ao mesmo tempo — como se várias criaturas usassem a mesma garganta.
Oito metros em repouso. Vinte com os membros abertos.
Como caça
Nunca ataca primeiro. Tece primeiro. O campo de batalha precisa estar pronto antes de ela se mover — e ela consegue passar horas parada só olhando.
As teias não saem de fiandeira. Emergem das pontas dos membros como extensão da vontade dela, e só ficam visíveis no instante em que tocam mana.
Onde Nyx está, cristal saudável racha num raio de trinta metros. Não por impacto — por ressonância.
Com vítima, ela conversa. Sempre. Não é crueldade: é apetite. Cada vítima é saboreada, e o medo anterior faz parte da refeição.
O que quer
Luz dourada direta desintegra as teias dela — eco de Helios. É por isso que a Barreira Solar ainda pesa contra ela, mesmo selada. Mesmo mortos, os mascotes continuam trabalhando.
Selada no Vazio desde 2026. Comanda o Clã Aracnóide através de Deivos, que ela criou justamente para este cenário.