Regra de Cristal e Escassez
Um BruxoGamer comum carrega, em média, um cristal decente no kit inteiro. Tudo no visual do Beco decorre disso.
“Não existe fardão no Beco. Existe o pouco que você conseguiu, o cristal que você tinha, e o que você fez com isso.”
A regra
Um cristal de mana decente por kit. O resto é shard minúsculo, pó de cristal e material de Aetheria reciclado — raiz, osso, pele fina — sem poder relevante.
Visualmente: noventa por cento pano, couro e metal humano reaproveitado. Dez por cento de agulhada de outro mundo — brilho, rachadura, pulso.
Tecido gasto, costura torta, metal lascado com ferrugem e glow. Nada simétrico. Nada polido. Tudo vivido.
As três fases obrigatórias
Carga. O item acumula mana com tempo de partida, ação específica ou respiração 4-7-8. O brilho vai enchendo, a runa vai carregando.
Ativação. Janela curta: cinco a vinte segundos, conforme o item.
Cooldown. O cristal apaga e a runa pisca contagem regressiva no próprio item. O debuff nunca deixa o portador pior que um humano comum — só impede novo uso por vinte a sessenta segundos.
Nenhuma peça do Beco quebra essa estrutura. Peça que quebrasse não seria do Beco.
Firmware de mana
Todo acessório se alimenta do uso e registra o que passou: vitória, derrota, pacto, sacrifício.
Com o tempo ganha mais rachadura, mais runa visível, às vezes uma pequena extensão de cristal que cresce sozinha.
O uniforme conta a história do portador sem precisar de palavra. É por isso que ninguém no Beco troca de kit sem motivo — trocar de kit é apagar o registro.