Severinom
Elfo de Ferro-Folha, rastreador, séculos de idade. Preso na Terra desde o Glitch. Arquiteto físico do Beco e o último que ainda se lembra de Aetheria antes do Caos.
“Você não é só um gamer. Você é um guerreiro que joga.”
O que se vê
Menos de um metro. Corpo compacto, magro, durável — séculos de guerra deixaram resistência, não volume.
Pele bronze envelhecida, enrugada demais para a estatura. Rugas que contam séculos, não anos.
Orelhas grandes e pontiagudas, levemente caídas na ponta. Piada entre elfos mais altos. Orgulho dele, que nunca vai admitir.
Olhos âmbar-esverdeados, sempre avaliando. Casaco verde-escuro remendado em pontos demais para contar. Cinto de frascos de cristal líquido, cada um numa cor de refinamento diferente. Chapéu de abas largas, dobrado pelo uso.
Cajado de galho natural com orbe verde na ponta. Espingarda de cano longo encostada no corpo.
Nenhum implante. Nenhuma tatuagem tech. Severinom nasceu em Aetheria, mundo sem eletricidade — tudo de tecnologia nele é coisa que ele carrega ou construiu depois do Glitch, nunca coisa em que ele se transformou.
O que ele fez
Em 2000 o Glitch não o trouxe: arremessou. Caiu na Vila Madalena porque um ser de mana pura é puxado para onde o véu é fino, como agulha para ímã.
Caiu num beco. Levou um tiro de humanos assustados. Um cristal brotou na hora e o protegeu.
Passou cinco anos sozinho. Sem comida élfica, sem ninguém que entendesse a língua dele.
2005: Mariana o encontra no porão. 2006: ensina a ela a respiração 4-7-8. 2010: reconhece o Scanner. 2015: co-organiza o torneio.
Entre 2026 e 2028 ergueu o Beco com as próprias mãos, usando técnica Tharven adaptada. Rua, loja, forja. Tudo.
O que ficou
2360. Colônia Ferro-Folha. Opera a Forja, reclama de todo mundo e cuida de todo mundo sem admitir nenhuma das duas coisas.
Criou Edox desde os sete anos.
A risada dele soa como quitina rangendo sobre cristal: seca, partida, sem calor nenhum. É genuína.
Guarda uma teoria sobre Flik. Não contou para ninguém.